CMN autoriza aumento de participação de mais 3 bancos estrangeiros
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Por Soraya de Alencar e Lu Aiko Otta 
Brasília, 25 (AE) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou hoje o aumento da participação de mais três bancos estrangeiros no Brasil. O grupo GE conseguiu o sinal verde do Conselho para abertura de uma financeira própria que terá 100% de capital estrangeiro. Também expandirão seus negócios no Brasil o Barclays Bank PLC, do Reino Unido, e o francês Banque Nationale de Paris.
Anteriormente, o grupo americano GE já havia adquirido o Banco Mappin, vinculado à loja de departamento do mesmo nome, e tinha autorização para a compra da financeira Mesbla. A partir das dificuldades financeiras do empresário Ricardo Mansur, antigo controlador das duas instituições financeiras, o grupo GE desistiu de adquirir a financeira Mesbla. Chegou a tentar a compra de outra instituição antes de decidir abrir sua própria financiadora.
Segundo afirmou o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, como o grupo GE já tinha obtido a autorização para expandir seus negócios no Brasil, o Conselho decidiu que isso poderia ser feito a partir da constituição de uma financeira própria. Permaneceu inalterado, no entanto, o pedágio cobrado pelo Banco Central na operação que foi fixada em R$ 3,2 milhões.
Em outro voto, o CMN autorizou a instituição britânica Barclays Bank PLC aumentar de 50% para 100% a sua participação no Banco Barclays e Galícia S.A., que tem sede em São Paulo. O Barclays Bank PLC tem mais de 300 anos e hoje já atua em 64 países. De sua sede no Brasil, o banco britânico pretende expandir suas atividades para toda a América do Sul, especialmente para os países integrantes do Mercosul. O pedágio a ser pago pelo Barclays é de R$ 4 milhões.
O CMN também autorizou o Banque Nationale de Paris (BNP) a assumir o controle acionário da Fonte Cindam S/A Corretora de Câmbio e Valores, com sede no Rio de Janeiro. O BNP já tinha comprado do banco carioca as operações de administração de recursos de terceiros. Para ampliar seus negócios no País, entretanto, a instituição francesa decidiu comprar a corretora de câmbio do grupo. Como o Fonte Cindam vinha apresentando dificuldades desde a mudança da política cambial, em janeiro, o Banco Central não cobrou pedágio pela operação por considerar que a mesma fortalece o sistema financeiro nacional.
O governo deixará de interferir nas taxas de administração que as bolsas de valores cobram das companhias abertas e das sociedades beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais. Elas passarão a ser definidas pelas próprias bolsas. Até agora, as taxas eram fixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e submetidas ao CMN.


