CMN aprova seis votos da área agrícola
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Nélia Marques 
Brasília, 30 (AE) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje seis votos da área agrícola. Quatro deles referem-se ao Plano de Safra, um ao programa de revitalização das cooperativas (Recoop) e um sexto prorrogando as dívidas de financiamento para o custeio do café que venceriam ontem. O CMN aprovou ainda reajustes de 7%, em média, para os preços mínimos dos produtos agrícolas válidos para a Safra de Verão.
As regras para o crédito rural foram mantidas inalteradas. O CMN aprovou os novos preços mínimos para os produtos da safra agrícola 1999/2000. O produto que recebeu o maior reajuste foi o algodão em pluma, cujo preço foi corrigido em 16,73%. O preço de 15 quilos do algodão em caroço passou de R$ 7,009 para R$ 8,00 (14, 29% de correção).
A arroba de algodão em pluma passou de R$ 24, 50 para R$ 28,60. A saca de 50 quilos do arroz longo fino em casca passou de R$ 11,61 para R$ 12,04, o que representou correção de 3,70%. Não houve reajuste no preço desse produto quando produzido na Região Norte e em Mato Grosso.
O preço do arroz longo em casca, saca de 60 quilos, não foi alterado em nenhuma das regiões. A saca de 60 quilos do feijão anão teve o preço corrigido em 7,69%. No Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Sul da Bahia, o preço da saca de 60 quilos do feijão anão passou de R$ 26,00 para R$ 28,00. Em Rondônia, o preço da mesma saca passou de R$ 24,00 para R$ 25,00.
A tonelada de raiz de mandioca produzida na Região Centro-Sul teve seu preço elevado de R$ 25,00 para R$ 28,50 (correção de 14%). A farinha de mandioca, saca de 50 quilos, teve seu preço elevado de R$ 7,70 para R$ 8,50 (10,39%). O quilo da fécula de mandioca teve uma correção de 10%, passando de R$ 0 230 para R$ 0,253.
No caso do milho, o reajuste do preço da saca de 60 quilos passou de R$ 6,70 para R$ 7,10, no Sul, Sudeste, Tocantins, Sul da Bahia, Sul do Maranhão e Sul do Piauí. Em Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, o preço da saca de 60 quilos passou de R$ 6,50 para R$ 6,90, o que dá uma correção de 6,15%. Em Mato Grosso, Acre e Rondônia, o preço a saca de 60 quilos do millho manteve-se inalterado em R$ 6,00.
A saca de 60 quilos da soja em grão aumentou 2,11%, passando de R$ 9,50 para R$ 9,70 no /Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste e Tocantins, o preço de R$ 9,00 para R$ 9,20, o que significou um reajuste de 2,22%. Em Mato Grosso, a saca de 60 quilos da soja aumentou de R$ 9,00 para R$ 9,70, o que dá uma correção de 7,78%.
Em Rondônia, o preço da soja aumentou de R$ 8,50 para R$ 9,70 (reajuste de 14,12%). No Amazonas e Acre, a saca de 60 quilos de soja passou de R$ 8,50 para R$ 9,20 (reajuste de 8 24%). O preço da saca de 60 quilos de sorgo foi reajustado em 5 97%, passando de R$ 4,69 para R$ 4,97.
Café - O conselho prorrogou até 20 de setembro o vencimento de uma dívida de R$ 150 milhões dos cafeicultores, que venceria hoje. Segundo o assessor especial do Ministério da Fazenda para a área agrícola, Gerardo Fontelles, a prorrogação será acertada, desde que o produtor se comprometa a pagar 25% do saldo devedor até 31 de julho e o restante até 30 de setembro.
Fontelles explicou que essa dívida é referente a custeio e pré-comercialização de café. Esta já é a segunda prorrogação do vencimento da dívida. A primeira ocorreu quando a dívida dos cafeicultores foi totalmente reestruturada, em dezembro passado. O total de recursos emprestados ao setor cafeeiro é de R$ 900 milhões. O patrimônio financeiro do Funcafé é de R$ 1,1 bilhão.
Cooperativas - O CMN aprovou ainda voto normativo para as instituições financeiras contratarem operações de crédito sob o amparo do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop). Segundo Gerardo Fontelles, foram mantidas as regras existentes.


