CMN acrescenta nova data em cronograma de ajuste
por Renato Andrade e Adriana Fernandes
Brasília, 25 (AE) - O diretor de Normas do Banco Central
Sergio Darci, explicou que o Conselho Monetário Nacional decidiu acrescentar a data de 31 de dezembro de 2002 a partir da qual o total de recursos aplicados no ativo permanente das instituições não poderá ultrapassar 50% do patrimônio líquido ajustado. Esse cronograma já prevê que a partir de 30 de junho do próximo ano os recursos aplicados nos ativos permanentes das instituições financeiras não vão poder ultrapassar 70%. E a partir de 30 de junho de 2002 o limite cai para 60%.
Atualmente, esse limite é de 80% e todo o volume excedente a esses 80% tem que ser deduzido do patrimônio líquido ajustado, o que, segundo Sergio Darci, resulta na redução da capacidade de alavancagem das instituições. Na reunião de hoje, o CMN revogou o subteto que havia sido definido na última reunião do CMN de 50%, mantendo o patamar de 80% como era antes d a reunião do CMN de outubro. O cronograma citado foi definido pela resolução número 2283 de 1996, que determinou a redução gradativa do ativo permanente de instituições financeiras em relação ao seu patrimônio líquido ajustado. O diretor de Normas disse que essa alteração foi feita porque a regra anterior estava muito rígida. Segundo ele, com a regra aprovada hoje pelo CMN, será possível atender os bancos que ficaram desenquadrados. "Não adianta fazer uma regra se na prática ela ficar danosa", afirmou. Segundo Darci, essa mudança não altera a regra geral, mas é apenas uma adptação gradual. "Estamos dando a possibilidade mais suave de adaptação".





