Buenos Aires, 26 (AE-Reuters) - Os dirigentes do clubes da Primeira Divisão Argentina de futebol começaram hoje a pressionar os jogadores para que suspendam a greve iniciada há três semanas. Os dirigentes dizem que a greve deve terminar pois
em caso contrário, vão ter dificuldades para pagar os salários dos atletas. Eles argumentam que não têm arrecadação nas bilheterias, nem o dinheiro das transmissões dos jogos pela TV. A greve dos jogadores da Primeira Divisão se deu em proteso á decisão da Justiça de suspender os torneios de acesso como uma das medidas anti-violência nos estádios do país.
O presidente do Boca Juniors, Mauricio Macri, criticou a posição "contemplativa" dos clubes . Segundo o presidente do Boca, atual acampeão argentino, "a mínima representação dos clubes diante do Ministério do Trabalho, os jogadores certamente perderiam seus salários, já que não há motivos para a greve". Para o dirigente "os clubes da Primeira Divisão nada têm a ver com o problema".
O presidente do Vélez Sarsfield, Raúl Gámez, disse estranhar o prolongamento da greve. "Sempre pensei que uma greve era uma medida que tomam os mestres de obras e os trabalhadores de uma construção, que páram um dia, e depois dão espaço para ver se há uma solução", afirmou. "Que a Câmara (civil) tome uma posição imediatamente. O que não pode é continuar do jeito que está", disse os presidente do Independiente, Héctor Grondona.
A greve obrigará a Associação de Futebol Argentino (AFA) a reprogramar as três rodadas suspensas até agora. Os jogos da Libertadores (River Plate e Vélez Sarsfield são os representantes argentinos) e da seleção estão sendo mantidos.

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