Clubes da terceira idade oferecem diversão e saúde
Clayton Levy
Da Agência Estado
De Rio Claro
O crescimento da população idosa em Rio Claro está provocando um boom de clubes da terceira idade. Nos últimos dois anos, o número de organizações desse tipo no município, que fica no interior paulista, a cerca de 200 quilômetros da capital, saltou de 15 para 35. No total eles reúnem cerca de 2 mil participantes.
Rio Claro é a cidade dos aposentados, diz José Benedito Correa, funcionário aposentado dos Correios. Aos 70 anos, ele é frequentador assíduo do Grupo Primavera, que reúne 30 integrantes com mais de 60 anos. Toda quinta-feira, eles se encontram na Igreja da Boa Morte, onde assistem a palestras, organizam almoços e programam viagens. Para ele, a multiplicação dos clubes ocorre porque a cidade não se preparou para atender à crescente demanda de idosos.
Os idosos da cidade tiveram de aprender a se organizar, diz o comerciante aposentado Ruben Pegaia, de 70 anos. Nos clubes, segundo ele, é possível cuidar da saúde e divertir-se. Correia e Pegaia passam o dia vendendo cartelas de bingo na Praça 15 de Novembro, no centro da cidade. O local também serve de ponto de encontro de idosos aos domingos. Os idosos estão se organizando por conta própria, mas a cidade não está preparada para o crescimento na demanda de suas necessidades, diz a orientadora familiar do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Rio Claro, Rosângela Souza Camargo.
Na opinião de representantes da administração municipal, porém, não há riscos de impactos socioeconômicos a curto prazo. O mercado informal está em franco desenvolvimento e absorve boa parte dos idosos, diz a secretária municipal da Ação Social, Célia Maria Cestaro Cristopholetti. Além disso, segundo ela, a população jovem também vem crescendo, embora em ritmo menor. O fenômeno que observamos ocorre em razão da chegada de pessoas que vêm de outras cidades em busca de melhor qualidade de vida, explica. Em dezembro, a administração municipal inaugurou o Centro-Dia para o Idoso, no qual as pessoas podem passar o dia enquanto os familiares estão trabalhando. É uma espécie de creche para idosos, e não um asilo, explica a secretária. A unidade, voltada para a população de baixa renda, tem capacidade para atender 100 idosos.





