Washington - O ginecologista italiano Severino Antinori obteve por clonagem um embrião humano até um estágio de 20 células durante uma experiência em um país asiático, afirmou numa entrevista publicada pela revista Scientific American.
‘‘Obtivemos um embrião humano clonado de 20 células’’, diz Antinori, assinalando que isso ocorreu em um lugar da Ásia, mas não precisou a data.
É a segunda vez no mundo que alguém admite publicamente que levou adiante uma experiência científica desta natureza.
A empresa americana Advanced Cell Technology (ACT), com sede em Worcester (Massachusetts), anunciou em novembro que tinha clonado vários embriões humanos para extrair células-mãe com fins de pesquisa terapêutica. Mas esses embriões foram destruídos quando alcançaram seis células.
A informação foi divulgada antes de sua publicação no jornal árabe Gulf News semana passada, com declarações do próprio Antinori, que em um congresso científico realizado nos Emirados Árabes Unidos afirmou que uma mulher estava grávida de oito semanas com um embrião obtido pela técnica da clonagem.
Antinori se negou a confirmar ou desmentir as informações, assinalando que a ciência tinha ‘‘necessidade de silêncio’’. Entretanto, o médico teria dito a um amigo que a criança é cópia de um milionário árabe. A informação, divulgada pelo jornal britânico ‘‘Daily Telegraph’’, veio do jornalista Giancarlo Calzolari, amigo de Antinori e repórter de ciência no diário romano ‘‘Il Tempo’’.
De acordo com Calzolari, o médico teria telefonado para ele e dito que suas experiências estão sendo feitas num país árabe e que o clone é de uma pessoa ‘‘importante e rica’’.
Junto com seu colega Panos Zavos, um andrologista americano, Severino Antinori fundou um consórcio internacional de 20 especialistas em reprodução humana, que em janeiro de 2001 anunciaram sua intenção de clonar seres humanos para ajudar os casais estéreis a terem filhos.

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