Londres, 28 (AE-ANSA) - Cientistas franceses levantaram novos temores em relação aos perigos da clonagem de seres humanos.
A técnica de transferência de núcleo utilizada para Dolly, a primeira ovelha clonada em fevereiro de 1997, no Instituto Roslin de Edimburgo, Escócia, parece alterar o DNA do clone.
Jean Paul Renard, um cientista do Instituto Nacional de Pesquisas em Jouy-en-Josas, utilizou o método Dolly para clonar a vaca a partir de uma célula retirada da orelha de uma outra vaca de 15 dias.
Mas algo não funcionou. Cerca de um mês depois do nascimento, os linfócitos do clone - os glóbulos brancos indispensáveis para o sistema imunológico -, assim como os glóbulos vermelhos, retrocederam rapidamente. Pouco depois, o animal morreu.
A autopsia demonstrou que importantes órgãos responsáveis pela atividade linfática não se desenvolveram corretamente.
Renard, em artigo publicado na revista médica The Lancet desta semana, acredita que o animal morreu por causa de erros na sua reprogramação genética do DNA durante o processo de clonagem.

mockup