Washington, 29 (AE) - O presidente norte-americano, Bill Clinton, afirmou que "o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial devem ajudar os países pobres a prosperar". Clinton mencionou as "dívidas insustentáveis". Ele anunciou que serão perdoados 100% da dívida que os países altamente endividados têm com os Estados Unidos, quando os recursos servirem para combater a pobreza e permitirem a implantação de políticas sociais, via organismos internacionais.
"A economia mundial está se recuperando", enfatizou Clinton. É preciso apoiar, porém, "aqueles países que foram golpeados pela crise".
Ele retomou o discurso contra a pobreza feito na véspera pelo presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, afirmando que enquanto os Estados Unidos desfrutam das melhores condições sociais de sua história, 1,3 bilhão de pessoas vivem com menos de um dólar por dia, e que 40 milhões de pessoas morrem de fome por ano - "quase o mesmo número dos que morreram na II Guerra Mundial".
Os esforços do Grupo dos Sete (G-7, os países mais ricos do mundo) permitem que 430 milhões de pessoas poderão beneficiar-se. Na Bolívia, o perdão da dívida permitirá dobrar o número de pessoas com acesso a água; e, em Uganda, os gastos em saúde e educação crescerão 50% entre 1998 e 2001. "Uma dívida excessiva pode impedir que um país tenha água potável, habitação e saúde", disse Clinton, mencionando que o papa João Paulo II lhe pediu para ajudar a reduzir a dívida dos países pobres.

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