Clinton quer leis mais severas contra crimes de ódio
Washington, 12 (AE-AP) - Dois dias depois de um neonazista ter atacado a tiros de submetralhadora um centro comunitário judaico, ferindo cinco pessoas, em Los Angeles, o presidente americano, Bill Clinton, apelou hoje (12) ao Congresso para que leis mais severas contra o porte indiscriminado de armas e crimes motivados por ódio religioso ou racial sejam aprovadas sem perda de tempo.
"Esse crime é mais um argumento que nos leva à aprovação dessas leis," afirmou.
Na terça-feira, Buford ONeil Furrow, um neonazista de 37 anos, invadiu atirando um centro judaico que funcionava como colônia de férias - entre os feridos, três eram crianças.
Furrow confessou o crime e será julgado também pela morte de um carteiro, de origem asiática, que trabalhava próximo ao centro na hora do ataque. Ele pode ser condenado à pena de morte.
No fim da tarde, Clinton manteve um encontro com 30 líderes da comunidade judaica americana onde foram abordados os crimes motivados por ódio, além do progresso das negociações de paz no Oriente Médio.
No encontro, que já estava programado antes do ataque, mas ficou em evidência depois deste, Clinton expressou a determinação de seu governo em pôr fim à "cultura da violência", prometendo ações mais efetivas para combater a intolerância racial e o fanatismo.





