Washington, 15 (AE-AP) - Cercado por especialistas em tecnologia e por um hacker identitificado como "Mudge", o presidente norte-americano Bill Clinton começou a explorar nesta terça-feira (15) meios para fortalecer a segurança na rede mundial de computadores, enquanto dizia que os ataques ocorridos na Internet na semana passada não foram um "Pearl Harbor eletrônico".
Clinton disse que os ataques contra alguns sites da Internet, sobre os quais o FBI tenta interrogar diversos hackers, serviram como um alerta necessário. Mas o ataque não foi tão devastador para ser comparado ao bombardeio de Pearl Harbor, que destruiu uma frota no pacífico e levou os Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial, acrescentou.
"É uma fonte de preocupação, mas não acho que devemos ir embora sem este vasto senso de insegurança", ponderou Clinton. "Devemos sair daqui com um senso de confiança de que este é um desafio previsto. É parte do preço do sucesso da Internet."
Clinton reuniu-se na Casa Branca com 20 representantes da indústria, especialistas em segurança nacional e a secretária de Justiça Janet Reno. Ele disse que o objetivo do encontro seria garantir que a Internet continua "aberta e livre".
Enquanto isso, um computador que teria sido utilizado nos ataques da semana passada, foi confiscado por agentes federais em Hillsboro, Oregon, disse hoje o sargento Allen Zaugg, chefe de um grupo treinado para casos envolvendo alta tecnologia.
A polícia federal norte-americana está investigando a máquina. Seu dono aparentemente não tinha consciência de que o computador foi utilizado como intermediário nos ataques, disse um funcionário federal que pediu para não ser identificado.

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