San Francisco, 26 (AE-REUTERS) - O presidente norte-americano Bill Clinton alertou o presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic nesta sexta-feira (26) de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) agiria se as tropas sérvias reprimissem albaneses étnicos em Kosovo antes da retomada das conversações de paz.
"O presidente Milosevic deve compreender que este é o momento de limitar, não reprimir. E se ele não o fizer, a Otan está preparada para agir", disse Clinton em discurso, desenhando um esboço de sua política externa.
O discurso, para três grupos de assuntos públicos, também abrangeu o contínuo envolvimento dos Estados Unidos em evitar conflitos regionais e destacou novas ameaças como o terrorismo, um colapso dos mercados financeiros e uma catástrofe ambiental.
O pronunciamento foi feito enquanto aumentava a tensão na província sérvia de Kosovo, onde albaneses étnicos lutam por uma maior autonomia da república iugoslava da Sérvia.
Em seu discurso, Clinton disse que a prevenção de conflitos regionais é de vital interesse dos Estados Unidos.
"A verdadeira medida de nosso interesse não está em quão pequenos ou distantes são esses locais ou se é difícil pronunciar seus nomes. A questão que devemos fazer é: Quais as consequências para nossa segurança ao deixar essas conflitos se espalharem?"
No mesmo dia em que o Departamento de Estado divulgou severas críticas ao regime chinês, o presidente afirmou que "cedo ou tarde a China entenderá que não pode sustentar a estabilidade às custas da liberdade".
Ressaltando que "os norte-americanos estão plenamente engajados na lógica inexorável da globalização", Clinton ressaltou que a segurança dos EUA e a saúde de seu povo já não dependem apenas dos eventos que ocorrem dentro de suas fronteiras.
Clinton lamentou a ausência de progressos em direção à paz nas relações entre Grécia e Turquia - que há anos disputam a soberania de Chipre - ou entre Índia e Paquistão, que possuem armas atômicas e disputam a posse da região da Caxemira.
Os Estados Unidos lideram a pressão mundial para que o Iraque não mantenha arsenais químicos, biológicos ou nucleares e são os principais mediadores das até aqui bloqueadas negociações de paz entre Israel e os palestinos.

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