Clínica acusada de irregularidades é interditada no Rio
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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 01 (AE) - A Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública e fiscais da Vigilância Sanitária do Rio interditaram hoje a Clínica Camim, em Anchieta, zona oeste da cidade, acusada de uma série de irregularidades. Entre as infrações constatadas está a reutilização de seringas descartáveis. A clínica também não possuía licença da Vigilância Sanitária para funcionar. A Delegacia investiga ainda denúncias de propaganda enganosa de convênios com planos de saúde.
O delegado da DRCCSP, Jamar Sarkis, contou que quando sua equipe esteve na clínica, que fica na Avenida Marechal Alencastro, não foi encontrado nenhum médico responsável e que as pessoas estavam sendo atendidas por leigos. Além da reutilização de seringas, que pode causar transmissão do vírus de várias doenças, os policiais descobriram que a clínica não respeitava determinações básicas da Vigilância Sanitária.
"Como eles não tinham licença, não conheciam medidas sanitárias preventivas que todo posto de saúde deve seguir", contou Sarkis. Infrações administrativas também foram cometidas pela clínica, que foi denunciada por um telefonema dado à Polícia Civil.


