Clima é tenso em área invadida em Centenário
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terça-feira, 03 de maio de 2005
Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
Centenário do Sul A disputa por terras em uma fazenda invadida por dois movimentos distintos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está deixando o clima tenso na região de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina). Ontem, por volta do meio-dia, duas viaturas da Polícia Militar foram acionadas para controlar os ânimos e evitar um confronto armado. A gente teme alguma coisa mais grave. Se houver um confronto, a situação pode ficar complicada, disse o sargento Sérgio Barbosa, comandante do destacamento de Centenário.
Cerca de 300 integrantes do MST, que abandonaram um acampamento de Miraselva, invadiram a sede da Fazenda Quem Sabe, em Centenário do Sul. A propriedade tem 200 alqueires e abriga um acampamento antigo do Movimento do Agricultores Sem Terra (Mast). Mais de 30 famílias aguardam há pelo menos dois anos o início do processo de desapropriação da área. O pessoal do MST tomou a sede e começou a preparar a terra para o plantio. Aos poucos, eles foram se aproximando no acampamento do Mast, deixando o clima mais tenso entre eles, relatou o sargento.
Integrantes do Mast teriam afirmado que sairão da fazenda somente mortos. Apesar das constantes ameaças, de acordo com a polícia, não houve confronto. O sargento afirmou que boa parte dos agricultores do MST anda armada durante o dia, com foices e facão. Não vimos armas de fogo, mas é bem possível que elas existam no acampamento, alertou.
De acordo com o sargento, uma equipe do Incra deve visitar hoje a fazenda e conversar com as lideranças dos grupos sobre a desapropriação da área.
SedesCerca de 200 trabalhadores rurais invadiram as sedes do Incra e do Ibama em Conceição do Araguaia (1094 km de Belém), no sudeste do Estado, na fronteira com o Tocantins. O grupo protesta contra a ação de madeireiros em assentamentos e reservas ambientais. A invasão, iniciada ontem, foi comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia, com o apoio da Comissão Pastoral da Terra e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura.
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