Clientes do Crefisul poderão sacar até R$ 20 mil a partir de maio
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Edilson Coelho 
São Paulo, 20 (AE) - Pelo menos 6.400 pessoas físicas e jurídicas terão direito, a partir de maio, a restituir até R$ 20 mil do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade formada com recursos de bancos para garantir correntistas e investidores com a quebra de bancos. A informação foi dada hoje por Ney Miamoto, assistente do interventor do Banco Central no Banco Crefisul, liquidado em 23 de março. "O dinheiro será depositado em um banco a ser escolhido pelo FGC", disse Miamoto, que tem auxiliado o interventor Flávio de Souza.
Segundo Miamoto, a demora em fechar os números ocorreu porque houve, no meio do caminho, problemas com a área de informática do Banco Crefisul - que foi liquidado ao lado de outras quatro instituições financeiras, que tinham como acionista principal o empresário Ricardo Mansur, também dono do Mappin/Mesbla.
Até sexta-feira, Miamoto acredita que estarão equacionados todos os números que deverão ser repassados para o BC. No levantamento de ativos que está sendo feito dentro do Crefisul, provavelmente não haja muita coisa, pois, além de microcomputadores, só há os imóveis das agências - em sua maioria alugada.
Independente das contas feitas pelo interventores, até o fim do mês as agências do banco deverão reabrir suas portas apenas para recolhimento de créditos, ou seja, pagamento de carnês e outras contas que o Crefisul tem a receber.
Miamoto não sabe como ficará a situação do empresário Ricardo Mansur, pois o Banco Crefisul - marca comprada do Banco Itamarati, que pertencia ao empresário Olacyr de Moraes - para comprar o Banco Antônio de Queiroz, chegou a tomar emprestado do Proer - programa de reestruturação dos bancos - em torno de R$ 100 milhões.
Antes de fechar em março, o Crefisul estava indo buscar R$ 30 milhões diariamente em uma linha de redescontos para poder fechar o caixa. Presume-se que a dívida do Banco Crefisul esteja hoje ao redor de R$ 150 milhões.


