Clérigo acusa 'inimigo estrangeiro' de fomentar manifestações
Teerã, 16 (ae-ap) - Um destacado clérigo linha-dura acusou hoje (16) inimigos estrangeiros do Irã de ter fomentado os recentes protestos estudantis com o objetivo de minar a segurança do país, e conclamou as principais facções rivais iranianas a fixar limites para o debate político, para evitar novos distúrbios.
Discursando para fiéis reunidos na Univerisade de Teerã, o aiatolá Hasan Taheri-Khorramabadi admitiu que o sangrento ataque de forças de segurança aos dormitórios universitários na semana passada foi "um incidente muito doloroso e lamentável", mas acrescentou: "Depois disso, um grupo de oportunistas e nossos inimigos estrangeiros prepararam um plano para destruir a segurança do país."
As palavras de Khorramabadi eram interrompidas com gritos de apoio ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei - que, embora fosse esperado para as orações de sexta-feira na universidade, não apareceu. "Nunca abandonaremos Seyed Ali (Khamenei)", gritavam os fiéis.
Os protestos estudantis começaram pacificamente na universidade no dia 8, contra o fechamento de um jornal moderado pró-presidente Mohhamad Khatami. Na noite de 8 para 9, policiais e vigilantes invadiram os dormitórios, matando pelo menos uma pessoa e ferindo várias. Segundo os estudantes, cinco colegas foram mortos. A ação revoltou os estudantes, que, de sexta até terça-feira, quando foram duramente reprimidos pelas forças de segurança, promoveram os maiores protestos por reformas democráticas desde a Revolução Islâmica, em 1979.





