Sevilha, 19 (AE) - O velocista Claudinei Quirino, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no mês passado, e medalha de bronze no Mundial de Atenas, na Grécia, em 1997, nos 200 metros é esperança do Brasil de ganhar medalha no Mundial de Sevilha. Claudinei vai ser poupado de correr os 100 m e só, eventualmente, se o time for à final, vai estar na equipe do revezamento 4x400 m.
O técnico Jayme Neto explicou que, assim, "Claudinei poderá dedicar-se totalmente aos 200 m, sua melhor prova". Depois de reunião da comissão técnica do Brasil, que está em Sevilha, o chefe da equipe, José Figueiredo, anunciou que além dos 200 m, Claudinei vai integrar o revezamento 4x100 m, com a mesma equipe que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos.
Com a saída de Claudinei Quirino, os treinadores pensam em colocar Edson Luciano Ribeiro nos 100 m. "Ele veio para correr o 4x100 m, mas como está aqui e o Brasil tem o direito de inscrever um atleta, poderemos colocar o Édson", afirmou Jayme Neto.
Claudinei disse estar tranquilo e com esperança. "Posso não estar tão bem quanto em Winnipeg, mas me sinto em condições de lutar por uma vaga na final e até por uma medalha", comentou o atleta que, hoje pela manhã, treinou com o restante dos integrantes da delegação brasileira, em uma pista oferecida pelos organizadores.
Na avaliação do técnico Nélio Moura o grupo brasileiro, em Sevilha, é um dos melhores já formados pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). "Todos aqui estão conscientes, sabem que têm a obrigação de dar tudo o que puderem para conseguir o melhor resultado possível", afirmou o treinador. "Se um desses atletas não se sair bem será pelas circunstâncias da competição e não por falta de profissionalismo."
Nélio observou que Maurren Higa treinou muito bem, hoje, tanto no salto em distância, prova em que lidera o ranking mundial, quanto para os 100 metros com barreiras. O treinador acredita que a atleta possa conseguir bons resultados na competição de Sevilha.
Outro que vem treinando bem é Eronildes Araújo, embora reclamando muito do calor forte de Sevilha. "O clima atrapalha, mas não vai me parar", garantiu. Jayme Neto acha que Eronildes perdeu um pouco a forma depois do Pan. "Não quer dizer que não tenha chances, mas certamente suas condições aqui não são iguais as de Winnipeg."

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