Brasília, 16 (AE) - A secretária da Administração e Patimônio, Cláudia Costin, afirmou hoje que muitos Estados brasileiros poderiam economizar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões por mês, "reduzindo a corrupção" e "as irregularidades" na folha de pagamento. Segundo a secretária, o governo federal conseguiu economizar R$ 119 milhões por mês (R$ 1,4 bilhão por ano), apenas cortando o que existia de corrupção e irregularidades na folha.
A estimativa de Cláudia sobre a economia dos Estados, a partir da redução da corrupção, foi feita com base em resultados alcançados pelo Espírito Santo, que conseguiu economizar R$ 5 milhões apenas no primeiro mês, por meio de auditoria que corrigiu os problemas da folha. Cláudia afirmou que os Estados "têm bastante folga" para cortar despesas. Além de "moralizar a folha", a secretária recomenda que os Estados controlem a aplicação de sentenças judiciais, como forma de economizar. Cláudia, no entanto, evitou falar sobre demissões de servidores nos Estados. A secretária disse que o maior contingente de servidores nos Estados é de funcionários públicos que ocupam as chamadas funções necessárias, como professores e policiais. Cláudia afirmou que cada EEstado deve verificar a situação do respectivo comprometimento da receita líquida e se as medidas que estão adotando serão suficientes para não demitir.
A secretária da Administração disse que os governadores vêm discutindo formas de compensação para os Estados que façam os ajustes necessários nas folhas de pagamento. Uma das hipóteses que estes governadores vêm discutindo, segundo Cláudia
é que os Estados façam um abatimento das dívidas com a União, dinheiro que seria usado para financiar os respectivos programas de demissão voluntária (PDVs).

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