Montevidéu, 06 (AE) - A situação do Mercosul se tornou delicada devido a uma série de declarações que partiram do Brasil e da Argentina e é nesse clima que começou hoje (06) a reunião de ministros em Montevidéu. Na terça-feira à noite, segundo a edição de hoje do jornal Clarín, o ministro de Economia argentino, Roque Fernandez, teria dito à Cúpula da União Industrial Argentina que a situação do Mercosul é muito complexa e perigosa.
O Clarín diz ainda que Roque Fernandez afirmou que o Brasil voltará a enfrentar novas desvalorizações de sua moeda e que esse é o maior problema. "Será uma consequência lógica porque a economia do Brasil anda mal", disse. Roque Fernandez teria dito ainda aos industriais que o déficit fiscal do Brasil já é de 10% do PIB. "É possível que antes de dezembro o Brasil tenha de voltar a desvalorizar sua moeda", disse.
Em razão dessas declarações a pressão dos industriais argentinos para que o governo Menem adote uma postura muito mais firme e forte nas negociações de hoje aumentou. Segundo o Clarín
Roque Fernandez veio para Montevidéu para tentar arrancar uma cláusula de exceção que compense a Argentina de futuras desvalorizações. Por sua vez, o Brasil veio para o Conselho do Mercosul com a postura de não conceder nenhum tipo de compensação.

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