Arquivo FolhaA favorO governador Marcello Alencar disse ontem ser favorável à proposta do governo federal de modificar a Constituição para que os estados possam decidir sobre as mudanças nas Polícias Civil e MilitarUma assembléia de cerca de 200 policiais civis aprovou ontem a realização na quarta-feira de uma greve de 24 horas de toda a categoria, que tem cerca de 10,5 mil integrantes em todo o Estado. Segundo o detetive Renato Ferraz, do Núcleo de Defesa dos Policiais Civis, serão suspensas quase todas as atividades da Polícia Civil, à exceção dos flagrantes e de parte do Instituto Médico Legal.
‘‘Não tínhamos condição de decretar greve imediata hoje’’, disse Ferraz, após a reunião. ‘‘Vamos acumular forças. Se não formos atendidos, poderemos fazer parar por 48 horas e até por tempo indeterminado.’
O chefe da Polícia Civil, Hélio Luz, disse que a maioria dos participantes da assembléia era formada por aposentados e burocratas sem representatividade. Ele afirmou que os policiais que organizam o movimento não são ‘‘interlocutores à altura’’ do governo.
Os policiais exigem aumento salarial de 84,62%. O governo oferece um plano de carreira com aumento médio de 220%, mas após curso e prova. Aposentados, motoristas, carcereiros e peritos seriam excluídos. ‘‘Esse plano de carreira é fictício’’, disse Ferraz.
Os sindicalistas criticaram o governador Marcello Alencar (PSDB), que prometera enviar no início do mês à Assembléia Legislativa o projeto do plano, mas ainda não o fez.
O governador Marcello Alencar disse ontem ser favorável à proposta do governo federal de modificar a Constituição para que os estados possam decidir sobre as mudanças nas Polícias Civil e Militar.
O governador também elaborou um projeto de reestruturação da Segurança Pública com objetivo de evitar conflitos envolvendo a categoria em seu Estado.

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