Os policiais civis de Mato Grosso retornaram ao trabalho ontem após o juiz José Geraldo Palmeira, da 1ª Vara Cível da capital, decretar a greve ilegal. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Antônio Severino, foi citado às 10 horas e determinou o imediato retorno ao trabalho. A ação judicial, proposta pela Procuradoria Geral do Estado contra o Sindicato dos Agentes Policiais e Carcerários, foi analisada pelo juiz Geraldo Palmeira no dia 2 de agosto. Ele concedeu medida cautelar, estabelecendo uma multa de R$ 10 mil diários caso os policiais persistissem na greve.
‘‘A paralisação das atividades dos agentes policiais e carcerários da Polícia Civil, por decisão unilateral da categoria, causa perigo de dano iminente à coletividade na segurança de seus membros e de seus patrimônios, aliado também ao fato de que, sem agentes carcerários e civis, a segurança dos presídios fica comprometida, aumentando o risco de rebelião, fuga e morte de presos’’, justifica o juiz.
‘‘Estamos voltando ao trabalho para reabrir as negociações com o governo, caso contrário retornaremos à greve de forma mais organizada’’, disse o presidente do sindicato, Antônio Severino.

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