Londrina - Marcos Campinha Panissa e Fernanda Estruzani começaram a namorar em 1984. O casamento de dois anos ruiu e, após a separação, teria começado a perseguição constante do ex-marido, que terminou no assassinato de Fernanda, com 72 facadas, no dia 6 de agosto de 1989.
No domingo do crime, ele foi ao apartamento dela, no Centro de Londrina. Lá encontrou Fernanda com o novo namorado e teria feito ameaças. Depois saiu e teria voltado às 23 horas, quando ela já estaria sozinha. Segundo testemunhas, ele teria demorado apenas 15 minutos no apartamento e saído do prédio sem falar com o porteiro. O corpo da mulher só foi descoberto no dia seguinte. Fernanda foi encontrada seminua, enrolada num lençol.
Cinco dias após a morte da ex-mulher, Panissa admitiu a autoria do crime, por meio de seu advogado. No dia 8 de novembro, se apresentou à Justiça depois de obter um habeas corpus para o relaxamento de sua prisão preventiva. Em outubro de 1991, foi a júri e o resultado foi a pena de 20 anos e seis meses de detenção, o que lhe valeu direito a recurso.
Em março de 1992, no segundo julgamento, ele foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado: defesa e acusação recorreram e o julgamento foi anulado pelo TJ. O terceiro julgamento deveria ter acontecido em junho de 1995, mas não foi realizado porque o réu não compareceu. Em novembro de 2008, foi julgado à revelia e condenado a 21 anos e seis meses de prisão. (C.A.)

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