A integração aduaneira tem ainda como alvo o ‘‘comércio formiguinha’’, que movimenta a economia informal na região e também o crime organizado. O sucesso do plano poderá significar a redenção econômica de Ciudad del Este, hoje em ruínas. Muitas empresas brasileiras têm interesse em investir no Paraguai, mas exigem em contrapartida algumas garantias do governo paraguaio, como por exemplo o aumento da segurança na fronteira e um controle maior do comércio informal.
No ano passado, Ciudad del Este registrou o menor movimento comercial dos últimos dez anos. A antiga meca dos sacoleiros, que segundo a revista Forbes chegou a movimentar US$ 12 bilhões por ano no auge do turismo de compras (1985-1995), fechou 2001 com o faturamento de R$ 1 bilhão, segundo dados do Centro de Importadores e Comerciantes do Alto Paraná (Cicap).

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