Citricultores já perderam US$ 1 milhão em exportações com a greve
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Renato Andrade 
Brasília, 28 (AE) - O setor produtivo de citros no País já registra uma retração de 35% na produção diária de suco de laranja, em consequência da greve de caminhoneiros que tem impedido a entrega de matéria-prima nas indústrias de processamento da fruta. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Cítros (Abecitrus), Ademerval Garcia, toda a cadeia produtiva de citros poderá interromper sua produção caso a greve dos caminhoneiros seja mantida por mais dois dias. "Se a greve permanecer até sexta-feira (30) pára tudo", salienta.
De acordo com Garcia, as empresas responsáveis pela colheita de laranja nos pomares de São Paulo - maior região produtora de citros do País - já dispensaram 1,2 mil trabalhadores em consequência da paralisação dos caminhoneiros. Garcia insiste que nestes três dias de greve o setor já amarga uma perda de US$ 1 milhão em exportações. Só na venda de frutas frescas para o mercado internacional o setor pode registrar uma perda de US$ 750 mil esta semana, caso o governo não consiga fechar um acordo com os grevistas. Este montante refere-se ao volume de recursos gerados semanalmente com o embarque de 150 mil caixas de laranja para o exterior.
O presidente da Abecitrus insiste que o problema das paralisações pode se agravar, uma vez que as reivindicações são extensas e de difícil cumprimento. Garcia não poupou críticas ao governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), a quem acusou de estar sendo "complacente" com os grevistas.


