Cisco já constata recuperação na economia
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 29 (AE) - A Cisco Systems já vê alguma recuperação na economia brasileira após um ano fraco em receitas até julho. Segundo o vice-presidente para as Américas, Gordon Astles, os dois últimos meses no Brasil foram um "começo excelente" para o novo ano fiscal da empresa. Mas outros mercados latino-americanos, como a Venezuela e o México, enfrentam problemas com a economia e a abertura do setor de telecomunicações.
Segundo Astles, no último ano fiscal o faturamento da Cisco na América Latina cresceu cerca de 30%, portanto, na ponta inferior da faixa entre 30% e 50%, que é o padrão da empresa. A expectativa é que o resultado seja muito melhor neste novo ano fiscal.
Entre as atividades que a Cisco estará implantando na região nos próximos meses está a contratação de 250 consultores para o novo negócio em parceria com a KPMG de consultoria de reengenharia. Segundo Astles, as possibilidades do mercado brasileiro indicam que um terço desses profissionais seja contratado aqui. Em todo o mundo serão 4.000 consultores.
A Cisco está também desenvolvendo em parceria com a brasileira Trópico, formada pela Promon e pela Fundação CPqD, soluções de call center no padrão IP (Internet Protocol). Astles informou que estão bastante desenvolvidas as soluções para o controle de chamadas, um desafio no padrão Internet. O vice-presidente da Cisco para aS Américas informou que os primeiros produtos serão anunciados no Brasil até o final do ano
com a perspectiva de redução de custos na manutenção dos call centers.
Na área de telecomunicações brasileiras a Cisco espera um crescimento para os próximos dois anos, quando começará o desenvolvimento de fato das redes, na opinião do diretor-geral no País, Carlos Canevali. O vice-presidente executivo da Cisco, Don Listwin, observou que as empresas demoram de três a cinco anos para montar uma rede. Mas o faturamento da Cisco com o setor de telecomunicações cresceu 85% no último ano fiscal, segundo Listwin, em boa parte pela onda de liberalização desse mercado. No Brasil, ele espera uma expansão de 100% anual no perído 2000-2001.


