São Paulo, 17 (AE) - A subsidiária brasileira da Cisco Systems embalada pelo sucesso do NetAid, um evento de ajuda humanitária que aconteceu em outubro deste ano com três concertos transmitidos simultaneamente pela rede, decidiu neste Natal mandar e-mails de ajuda humanitária ao invés de brindes. A operação batizada como eHelp é simples: o empresário recebe uma mensagem eletrônica para visitar o site de uma das quatro instituições beneficentes onde escolhe o presente que quer dar, escolhendo também a criança que vai recebê-lo. Quem paga pelo presente e pela entrega é a Cisco.
"Nossa idéia é fazer o bem para quem precisa usando a tecnologia", diz a mentora do projeto, a gerente de Marketing da Cisco, Marilis Moschini. Segundo ela, os empresários que recebem os famosos brindes de fim de ano não precisam deles, e muitas vezes dependendo do valor do presente têm de doá-lo por causa da política interna da empresa em que trabalham. "Acredito que os empresários já estejam cansados de ganhar brindes", diz Marilis. O projeto custou US$ 50 mil e beneficia quatro instituições brasileiras, com um total de mil crianças, distribuídas entre o Projeto Famílias Reunidas (CE), Dispensário Santana (BA), Instituto Severa Romana (RJ) e Ação Solidária Contra o Câncer Infantil (SP).
Entre os gastos estão o de um computador, acesso à Internet, suporte e treinamento, além da criação de um site, para cada instituição, os mil brinquedos presenteados e a entrega deles. Marilis esclarece que o envio do e-mail é necessário para que não haja uma instituição mais beneficiada que outra. "Enviamos um e-mail com uma das quatro instituições já pré-selecionada." A partir daí existe a liberdade de escolha da criança e do presente. "Esta é a primeira de muitas iniciativas deste tipo que pretendemos fazer", afirma a gerente de Marketing.
É dela também o projeto do ano passado que para mostrar como a Internet está mudando a vida das pessoas enviava aos clientes um e-mail com link para monitorar o percurso do presente. A Cisco comprou produtos da Amazon.com, um de seus clientes, e por meio do serviço de entrega da DHL, também cliente sua, mandava entregar no Brasil. Pela Internet o ganhador seguia dia a dia o percurso do pacote. A idéia da brasileira já foi usada pela subsidiária chinesa e neste Natal a Cisco do Canadá a está usando.

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