Cirurgiões lançam guia para agendar operação
Rio - A excelência dos cirurgiões plásticos brasileiros associada às belezas naturais do País tem resultado no crescimento de um tipo de turismo que pode trazer problemas para pacientes e médicos. Atenta à busca por especialistas estrangeiros, que ocorre não só no Brasil, a sociedade internacional que integra profissionais de 74 países, reunida no Rio, lançou um guia para tentar evitar situações absurdas como a marcação de procedimentos via agências de viagem, sem qualquer contato prévio com o cirurgião responsável.
''Sabe-se que, muitas vezes, o contato é feito com a agência, mas o paciente não sabe, sequer, quem vai operá-lo. Por isso, consideramos antiético o agenciamento de pacientes pelas companhias de turismo. Elas podem, por exemplo, canalizar para um ou outro profissional que, muitas vezes, não tem uma formação completa. Com o guia, o paciente que quer viajar vai ter muito mais segurança'', observa o presidente da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), o brasileiro João Carlos Sampaio Góes, destacando que o crescimento do número de procedimentos no mundo é ''explosivo'', em torno de 20% ao ano. No Brasil, a demanda é maior é pela lipoaspiração, seguida de cirurgia de mama.
Entre as orientações do guia, Góes cita, por exemplo, os cuidados com o pós-operatório. ''É preciso saber que não dá para fazer a cirurgia em um dia e, no outro, já entrar no avião. Fica parecendo até que o procedimento é apenas mais um programa da viagem. Dependendo do caso é preciso ficar até uma semana na cidade onde foi feita a intervenção. Além disso, o paciente precisa saber qual médico vai ficar responsável por ele quando houver retornado ao seu País de origem'', alerta o especialista.
O contato direto com o cirurgião para esclarecimento de dúvidas é essencial, enfatiza ele, explicando também que só o profissional da área está habilitado.





