São Paulo - Está marcado para as 10 horas de hoje o interrogatório do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, 53 anos, acusado de esquartejar a dona-de-casa Maria do Carmo Alves, 46, em sua clínica em Santana, zona norte de São Paulo.
O cirurgião será ouvido pelo juiz do 2º Tribunal do Júri Marco Antônio Martin Vargas. A imprensa não poderá acompanhar o interrogatório, no fórum Jabaquara.
O promotor Orides Boiate denunciou o médico por homicídio triplamente qualificado (motivação torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e por crimes de vilipêndio e ocultação de cadáver. O cirurgião pode ser condenado a até 36 anos de prisão, em regime fechado.
O crime ocorreu em 24 de janeiro. Em depoimento à polícia, Farah confessou o crime, mas disse que sofreu um lapso de memória e não soube detalhar o assassinato.
Farah teria levado dez horas para matar Maria do Carmo, com quem teria um relacionamento amoroso há cerca de 20 anos. O cirurgião usou bisturi e pinças para dissecar o corpo da vítima e retirar a pele de parte do rosto, tórax e pontas dos dedos das mãos e pés.
Dois dias após o crime, Farah se internou em uma clínica psiquiátrica. Ele foi preso preventivamente no dia 27, e levado à carceragem do 13º DP (Casa Verde), onde divide a cela com o pediatra Eugênio Chipkevitch, acusado de dopar e abusar sexualmente de seus pacientes.

mockup