Cirurgião afirma que excesso de suor é pior
O cirurgião torácico Laert de Oliveira Andrade Filho, da Clínica do Suor, alerta que pior que a bromidose, a hiperhidrose (excesso de suor), que pode surgir nas axilas, nas mãos (palmar) e também nos pés (plantar). ''O problema surge logo na infância e geralmente quem tem nas mãos tem também nos pés. É raríssimo aparecer só nos pés.''
Segundo os especialistas, nesses casos é comum escorrer água pelos pés. ''Há casos em que os pacientes vivem com toalhas enroladas nos pés e, quando saem de casa, só usam sapatos fechados. Não podem usar chinelos ou sapatos abertos que logo formam-se poças'', relata Lilian. Logo na escola, quem tem hiperhidrose não consegue terminar os trabalhos porque o excesso de suor nas mãos borra os cadernos e provas. ''Com o tempo, ficam com vergonha de namorar e de até cumprimentar os outros'', completa Laert.
A hiperhidrose é um mal congênito. ''É genético, mas não hereditário. O problema é desencadeado pelo sistema nervoso simpático, que comanda a sudorese, entre outras coisas das quais não temos controle'', completa. A hiperhidrose pode ser provocada por fobia social, relacionada ao estresse e à ansiedade. ''Por causa do constrangimento, a pessoa fica mais ansiosa e sua mais ainda. Por isso, em alguns casos, trabalhamos em parceria com psicólogas'', resume.
O mais rotineiro nesses casos é tratar primeiro a hiperhidrose palmar (nas mãos). ''A cirurgia para a palmar é mais simples e tem maior índice de sucesso. E, como uma coisa leva à outra, o paciente pára de suar nas mãos, fica mais tranquilo e, alguns meses depois, pára de suar também nos pés''. Na cirurgia, realizada com o auxílio de uma câmera, o médico corta o nervo que provoca a sudorese nas mãos, localizado atrás do pulmão. ''Já o dos pés, está localizado na barriga, o que dificulta a cirurgia'', acrescenta. Segundo o médico, a cirurgia na mão tem 95% de chance de sucesso e a das axilas, 90%. (A.E.)





