Cirurgia repara dilaceração do lóbulo da orelha
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de agosto de 2007
Agência Estado 
Vaidade dói. A apresentadora do Programa ''Fantástico'', da Rede Globo, Glória Maria descobriu isso quando um brinco de diamantes rasgou sua orelha esquerda e despencou em rede nacional, durante o programa. Dias depois, em visita à São Paulo Fashion Week, ela já circulava de orelha nova - recuperada por meio de cirurgia. ''Meu erro foi não ter cuidado da orelha antes. Ela já estava um pouco rasgada, mesmo assim insisti no brinco'', declarou na ocasião.
O reparo de um lóbulo é relativamente simples, mas a obtenção de resultados satisfatórios depende da escolha do profissional. ''O médico deve entender de reconstrução e ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)'', alerta a médica Edith Horibe, Ph.D. em cirurgia plástica pela Faculdade de Medicina da USP. ''Muita gente acha que o médico irá só grudar as pontas da orelha, mas ele deve usar técnicas adequadas, como a de escalonamento. A costura final se parece com um degrau, o que evita a contração do tecido e a formação de fibroses.''
A médica Daniela Kamimoto, que também pertence à SBCP, ressalta a importância de medidas preventivas. ''O brinco ideal não traciona o lóbulo. Ao primeiro sinal de alargamento do furo é indicado trocar de acessório, mas poucas mulheres fazem isso. Em média, faço duas cirurgias de dilaceração do lóbulo da orelha por semana. São reconstrutoras, mas muitos convênios definem como estéticas e não cobrem o procedimento'', explica.
COMO É?
O procedimento dura entre 40 minutos e uma hora. É feito com anestesia local, sem internação hospitalar
QUANTO?
A correção de cada lóbulo tem custo entre R$ 600 e R$ 1.800. Convênios quase nunca cobrem a cirurgia


