''A vida da família mudou'' - é assim que os pais de Caetano, de dois anos e onze meses, resumem o resultado da cirurgia de retirada da amígdala e adenóide do menino.
A mãe, Nina de Oliveira Padilha, e o pai, Fábio César Alves da Cunha, ambos professores, em princípio resistiram ao procedimento, pelo qual eles passaram quando crianças. ''Procuramos vários médicos antes de decidir, e ele fez tratamento homeopático durante três meses para tentar resolver o problema'', lembra.
A mãe conta que Caetano tinha a amígdala muito grande, o que funcionava como uma barreira mecânica para engolir e respirar. ''Ele roncava, acordava três, quatro vezes durante a noite, tinha o sono extremamente agitado. E como ele não dormia direito, a gente também não. Além disso, ele não comia direito, não por falta de apetite, mas porque não conseguia''.
O resultado da cirurgia, feita em outubro do ano passado, surpreendeu os pais: ''Como ele começou a comer melhor, em pouco tempo cresceu quatro centímetros e ganhou peso. A adenóide e a amígdala crescidas estavam atrapalhando até a fala. Antes ele era fanhoso e falava pouco, agora a fala ficou muito mais solta, e está construíndo frases. Foi muito interessante'', diz a mãe.(C.P.)

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