Cirurgia melhora memória de quem tem epilepsia
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de agosto de 2009
Agência Graffo 
A Universidade de Brasília mostrou, a partir de testes inéditos, que pessoas com epilepsia do tipo mais grave e que não respondem aos medicamentos conseguiram melhorar o desempenho cognitivo e reduzir as crises epilépticas após passarem por cirurgia que retira parte do cérebro. Estima-se que de 1% a 2% da população mundial sofra de epilepsia. Em São Paulo, por exemplo, a prevalência é de 12 casos para cada grupo de mil habitantes.
Grande parte dos pacientes consegue controlar a doença com uso de antiepilépticos, mas ao menos 20% deles não se beneficiam com a medicação e podem ser candidatos à cirurgia para a remoção do foco das descargas elétricas.
Vários estudos têm demonstrado os benefícios da cirurgia para esse tipo específico de paciente (com epilepsia do lobo temporal mesial. A cirurgia, financiada pelo SUS, pode ser realizada com segurança, com risco menor que 0,5%. As taxas são de 94% de cura e de 50% de melhora da memória.
A epilepsia provoca descargas elétricas no cérebro, que podem gerar vários problemas, a depender da região afetada. Quando a doença se manifesta numa região chamada lobo temporal mesial, há prejuízos na memória emocional e espacial. As pessoas têm dificuldade para armazenar e evocar informações que envolvem emoções ou orientação espacial.
Fonte: Liga Brasileira de Epilepsia


