Cirurgia é solução radical
Uma solução radical para um problema radical - é assim que o gastroenterologista Alberto Toshio Oba, de Londrina, encara a cirurgia de redução de estômago. A alternativa é indicada para quem tem IMC acima de 40 ou índice acima de 35 com doenças associadas que ameacem a vida.
A cirurgia, explica o médico, não deve ser encarada como uma solução estética, mas com o propósito de recuperar a saúde. Até porque o procedimento tem riscos, inclusive de morte. O índice de complicações, segundo dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, é de 2%, e o de morte varia de 0,3% a 1%. Perfuração gástrica e lesão no estômago são alguns dos riscos. ''A cirurgia é ótima e traz bons resultados para o super obeso, que se não operar vai morrer. Mas tem que haver critérios e o paciente tem que estar muito consciente'', afirma.
Quem faz a cirurgia de redução do estômago vai precisar de acompanhamento médico por toda a vida. E como a capacidade do estômago foi diminuída terá que necessariamente mudar os hábitos alimentares. ''A verdade é que a maior questão da obesidade é educacional, mas também não se pode deixar de lado a ponta da pirâmide, que é o obeso mórbido'', avalia. No Brasil, 1 milhão de adultos têm obesidade mórbida e precisam da redução de estômago.
A recém-criada Associação dos Obesos de Londrina (Obesolon) pretende reunir profissionais da saúde e pacientes que sofrem da doença.(C.P.)
Serviço: Informações pelo fone 3356-0880 ou através do site www.obesolon.com.br





