Cirurgia de próstata terá segundo mutirão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de setembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Com quase uma hora de atraso para solenidade o ministro da Saúde, José Serra, anunciou ontem, no auditório do Hospital Ipiranga, em São Paulo, a segunda etapa do mutirão de cirurgias de próstata. Bem-humorado, ele culpou o trânsito da cidade pela demora. No auditório, cerca de 80 médicos e funcionários do hospital aguardavam o ministro.
O mutirão é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com as secretarias estaduais e municipais. O objetivo é aumentar o número de pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), reduzindo as filas de espera.
O mutirão é eficiente para o SUS funcionar melhor: os hospitais são reequipados para atender à demanda, treina novos profissionais e desenvolve tecnologia de administração. É como uma olimpíada. Depois que passa, ficam os benefícios, comparou o Ministro.
Com a campanha, que termina em dezembro, a expectativa é fechar o ano com 44 mil cirurgias de próstata, sendo 13,4 mil pelo mutirão, um acréscimo de 30% no número de cirurgias de rotina. Todos os Estados estão envolvidos. Participam 316 municípios.
O Ministério da Saúde vai desembolsar R$ 8 milhões para a campanha.
Na primeira etapa, em 1999, foram realizadas 36.756 cirurgias de próstata. Dessas, 8.082 foram feitas pelo mutirão, o que significou um incremento de 22%.
No ano passado, foram feitos também mutirões de catarata, de varizes e hérnia.
Dizem que os mutirões não resolvem os problemas estruturais do SUS. Não, mas acho que temos que fazer tudo o que é possível , declarou o ministro.
Serra aproveitou a oportunidade para alfinetar o prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Estamos melhorando também o atendimento humano no SUS, queixa de 54% dos usuários, com o Programa de Saúde da Família. Em São Paulo, não funcionou porque a prefeitura não quis participar, disse.


