Cirurgia após quimioterapia é arma poderosa contra câncer de pulmão
De acordo com números do Inca, estima-se que o câncer de pulmão deverá atingir este ano 19.600 brasileiros. Destes 60% serão detectados em estágio avançado, em que a cirurgia, isoladamente, não alcança bons resultados.
"A combinação da quimioterapia, da radioterapia e da cirurgia é mais eficaz do que cada uma isoladamente", afirmou. "A grande questão é saber qual a melhor combinação para cada caso e qual o papel da cirurgia." No Mount Sinai, uma equipe multidisciplinar reúne-se cada vez que um novo caso aparece para definir a melhor terapia.
O câncer de pulmão avançado, apesar de bastante desenvolvido, ainda está restrito ao pulmão. Nesses casos, a cirurgia, isoladamente, não é muito eficaz, mas pode ser uma arma poderosa. "Dependendo da resposta do paciente à químio e radioterapia optamos pela cirurgia", disse Lilenbaum. O tratamento quimioterápico e radioterápico é feito simultaneamente ou sequencialmente. "Caso o paciente esteja em condições, podemos optar pelo tratamento concomitante, que é mais tóxico."
Mortes - A estimativa do Inca é de que 12.750 pessoas morrerão este ano vítimas de câncer de pulmão. Se o câncer for diagnosticado na fase inicial, 50% dos doentes estarão vivos cinco anos após o início do tratamento; mas, se a doença for identificada em estágios mais avançados, o porcentual cai para 20%. Segundo os especialistas, o maior problema do câncer de pulmão é que ele apresenta poucos sintomas. A prevenção ainda é mais eficiente, principalmente porque 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo fumo.Por Roberta Jansen Rio, 30 (AE) - A cirurgia pode ser uma arma mais poderosa no combate ao câncer de pulmão avançado se usada após quimioterapia e a radioterapia, que reduzem o tamanho do tumor e impedem a metástase. A afirmação foi feita hoje pelo diretor do Programa de Oncologia Torácica do Hospital Mount Sinai, de Miami, o brasileiro Rogério Lilenbaum, em palestra no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio.





