Porto Alegre, 07 (AE) - O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS) negou hoje ser um candidato de centro-direita. Ele disse que não é "um novo Collor (ex-presidente Fernando Collor de Mello)", apesar do estereótipo "jovem e do Nordeste", assegurando que se situa na centro-esquerda e que apoiou o impeachment do ex-presidente. Ciro Gomes deu estas respostas em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, ao ser perguntada a opinião dele sobre o fato de 65% dos ouvintes do programa "Polêmica", da mesma emissora, terem descrito o perfil ideológico dele como "de centro-direita".
Ciro Gomes afirmou que precisará de "paciência e humildade" para reverter a opinião do eleitor. Ele criticou o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT), um dos entrevistados de "Polêmica", que o teria posicionado como "centro-direita". Ao seu ver, Genro, embora sendo "uma pessoa boa e que merece respeito", teria "fragilidade de caráter" ao colocá-lo nesta condição. Ele atribuiu tudo ao "susto" que o PT teria levado com o surgimento da candidatura do PPS.
Representante de um pequeno partido, Ciro Gomes reiterou que a estratégia é fazer crescer o PPS, procurando identificá-lo como um lugar onde os jovens e os profissionais liberais podem fazer política.
Ele novamente propôs uma aliança das oposições, que inclua frações do PSDB e do PMDB. Sobre os bons índices nas pesquisas, notou que "é muito cedo" para qualquer prognóstico. No entender dele, o quadro revela o sentimento da sociedade diante de "um governo (do presidente Fernando Henrique Cardoso) que se desmoralizou muito rapidamente". Ciro Gomes foi ouvido em Bento Gonçalves, Nordeste do Estado, onde fez palestra para empresários da indústria de móveis.

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