Circulação de notas falsas é baixa, diz PF
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domingo, 25 de julho de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A Delegacia da Polícia Federal em Londrina apreende semanalmente duas notas falsas, número considerado baixo pelo delegado-chefe, Sandro Roberto Viana dos Santos. A precaução tomada pelos comerciantes é apontada pelo delegado como uma das principais causas para a baixa incidência, apesar de empresários da cidade ainda trabalharem com o receio de amargar prejuízos com o recebimento de dinheiro falsificado.
''O próprio comerciante está mais prevenido, já sabe como identificar uma nota falsificada e como se prevenir'', considera o delegado, afirmando ainda que as últimas grandes apreensões realizadas na cidade ajudaram a reprimir este tipo de crime.
No final de abril, os irmãos Rodaneres Casanova e Ramão Casanova foram presos pela Polícia Militar no Terminal Rodoviário de Londrina com R$ 30 mil em notas falsas, além de 700 gramas de cocaína. No início do mês anterior, uma fábrica de falsificações foi descoberta pelo Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon). Na ocasião, foram presos Paulo Roberto da Rocha e José Valdério Aires Gama. A fábrica funcionava a menos de 100 metros da 10 Subdivisão Policial de Londrina, na Área Central de Londrina.
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) não tem o levantamento do prejuízo provocado pelo derrame de notas falsas no comércio, mas o presidente Uzier de Carvalho também acha que o volume não seja significativo. ''Eu mesmo trabalho no ramo há 38 anos e só recebi notas falsas em três ocasiões'', conta. ''Hoje em dia é fácil diferenciar uma nota verdadeira de uma falsa'', compara.
O delegado da Polícia Federal diz, no entanto, que boa parte do dinheiro falsificado e colocado em circulação antes das apreensões ainda atormenta o comércio local. É o caso de uma rede de farmácias que, segundo a proprietária Elisvanda Almeida Pelloso, chega a recusar até 100 notas identificadas como falsas por mês.
Em uma das lojas, localizada na Avenida Inglaterra (Zona Sul), um cartaz avisa: ''Quem tentar passar dinheiro falso deverá aguardar pela chegada da Polícia''. ''Colocamos este cartaz há oito meses, mas nem isso inibiu a ação dessas pessoas'', conta Elisvanda.
Para auxiliar na prevenção contra prejuízos, o delegado faz alguns avisos. ''As notas mais falsificadas são as de R$ 10 e R$ 50. Além dos truques normais, como identificação da marca d'água e da fita de segurança, recomendo que se pingue uma gota d'água na nota e se esfregue o dedo. A nota verdadeira nunca vai soltar tinta. Já a falsa, feita em impressoras de jato de tinta, com certeza vai borrar'', explica.
Recursos como canetas com luz negra não são válidos, segundo o delegado. ''Essa caneta identifica pontos magnéticos das notas verdadeiras. Mas se a pessoa passar uma palha de aço na nota falsa, a caneta não vai apontar a falsificação'', diz.
No ano passado, em todo o País foram apreendidas mais de 175 mil notas falsas, em sua maioria, de R$ 10 e R$ 50. O total em valores chega a R$ 8,8 milhões.


