Circuito Paranaense de Skate fomenta o esporte em Londrina
Competição nas modalidades Street e Park reuniu mais de 100 atletas de diferentes cidades neste fim de semana; esportistas mirins sonham com as Olimpíadas
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de setembro de 2026
Competição nas modalidades Street e Park reuniu mais de 100 atletas de diferentes cidades neste fim de semana; esportistas mirins sonham com as Olimpíadas
Cerca de 200 pessoas, entre esportistas e espectadores, participaram das atividades da etapa londrinense do Circuito Paranaense de Skate 2026, no sábado (5) e no domingo (6). A iniciativa gratuita reuniu mais de 100 atletas disputando pontos no ranking estadual e vagas para o Campeonato Brasileiro Amador, nas modalidades Street e Park. Com destaque na categoria mirim, pequenos atletas vieram de diferentes cidades do Paraná justamente para integrar a competição, ambicionando crescer no esporte e alcançar o profissionalismo.
A programação começou no sábado com as provas da modalidade Street na Praça Acquaville, zona leste. Neste domingo, seguiu para o Mar Vermelho Skate Park, zona sul, com a disputa final da modalidade Park em seis categorias: Mirim Masculino e Feminino; Iniciante Masculino e Feminino, Amador Masculino e Master Masculino, divididas por idade e gênero. Foram coroados 18 vencedores da temporada, com 1º a 3º lugar em cada categoria.
Com patrocínio da FEL, (Fundação de Esportes de Londrina), a FSP (Federação de Skate do Paraná) e APSP (Associação Paranaense de Skate Park) viabilizaram o evento. Gisele Isfer, diretora-presidente da APSP, explicou que o objetivo é fomentar a prática do esporte no interior. “Nós vemos que têm pistas aqui e elas são boas, mas os atletas ainda não incorporaram essa parte de campeonato. E o skate é um esporte completo, trabalha o psicológico, equilíbrio, a criatividade, todos são muito amigos e torcem um pelo outro”.

Interesse foi 'natural'
Betina Martins tem 10 anos e veio de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) junto do pai, Paulo Martins, para competir na modalidade Park. “Ela começou com três anos porque eu andava na época, mas ela naturalmente começou a brincar com o skate sentada, depois sozinha mesmo com o skate de pé. Depois disso eu comecei a influenciar mais e levar em pista”, recordou o empresário. Betina completou dizendo que “sempre teve skate em casa, então foi natural” se apaixonar pelo esporte.
A menina já participou de três campeonatos brasileiros mirins na modalidade em que compete, alcançando o pódio em duas ocasiões. Contou que fica nervosa antes de entrar na pista, mas que se diverte todas as vezes. “Especialmente esse último que foi em Curitiba, perto de Campo Largo, eu pude treinar bastante. Fico um pouco ansiosa, mas acho bem legal”.
Betina sonha em trilhar uma carreira profissional e competir nos Jogos Olímpicos, contando que tem a skatista Raicca Ventura como inspiração.

Chegar nas Olimpíadas com os amigos
Kathryn de Souza é avó de Miguel, 10, que disputou em ambas as modalidades Park e Street no circuito. A família, composta também pelo avô e mãe do atleta, veio de Curitiba para que o mais novo competisse. Ele pratica desde os quatro anos e já participou de múltiplos campeonatos. O coração de Souza “sempre fica a milhão”. “A gente fica só nas orações e torcendo para que dê tudo certo, para que não se machuque e consiga um bom desempenho”, contou a professora.
Miguel alcançou o sexto lugar na modalidade Street, no sábado. “Eu queria muito acertar o fifty de back, daí eu tava treinando um monte pra acertar e deu certo, fiquei feliz. Quando foi o pódio, meus amigos ganharam e eu fiquei muito feliz por eles”, celebrou.

Disse ainda que gostou de vir para Londrina e conhecer pistas e pessoas diferentes, contando que seu maior sonho no esporte é “que eu chegue nas Olimpíadas e meus amigos também”.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


