Circuito de TV pode identificar assassinos de professor suíço
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de junho de 2004
Agência Estado 
Rio - Imagens coloridas e nítidas do circuito interno de TV do edifício Majoi, no Leme, zona sul do Rio, podem identificar o casal que matou o professor suíço Reto Franz Ullmann, de 56 anos, na noite de anteontem. Depois de ser torturado, o estrangeiro foi atirado vivo do sétimo andar de seu apartamento. Antes de ser assassinado, Ullmann recebeu a visita de duas pessoas que tiveram a autorização dele para subir. A fita do circuito de TV está com a polícia e mostraria o momento em que os criminosos passam pela portaria.
''Eram pessoas conhecidas da vítima. O homem saiu do prédio sem camisa e pela porta da frente'', disse ontem o delegado Fernando Veloso, da delegacia de Copacabana, referindo-se ao suposto assassino que esteve no apartamento de Ullmann e o teria lançado pela janela. O professor, que estava sozinho em casa na hora do crime, caiu no pátio interno do edifício e morreu na queda. Antes de ir embora, o criminoso abandonou uma jaqueta com manchas de sangue no elevador social do prédio que fica na rua Gustavo de Sampaio.
Na casa de Ullmann, a polícia encontrou um tablete de 600g de maconha e o cofre vazio, de onde, segundo o delegado, foram levados US$ 16 mil e documentos. Os criminosos também roubaram três máquinas fotográficas.
''Acho que a droga era para consumo próprio. Tudo leva a crer que os autores (do crime) foram lá em busca de documentos e houve uma discussão'', disse Veloso que não informou que tipo de documentos foram levados.
Alegando sigilo nas investigações, o policial não forneceu o nome das pessoas que estiveram no apartamento entre 18h20 de quarta-feira até 19 horas, quando o suíço sofreu a queda. Apesar de Ullmann não ter família no Brasil, o delegado disse que ''pessoas ligadas'' a ele seriam ouvidas na delegacia. Namorada do suíço, a manicure brasileira Regina da Silva, teria sido localizada, mas a polícia não confirmou a informação.
A casa de Ullmann, que chegara da Suíça havia três dias e morava no Brasil desde 1999, foi totalmente revirada, tinha manchas de sangue nos cômodos e sinais de luta. De acordo com o delegado, o suíço foi imobilizado com fios de telefone, fita crepe e até meia-calça.


