Londrina - "Foi uma fatalidade", afirmou o diretor executivo da companhia de circo Tihany, Richard Massone. Em entrevista coletiva, Massone garantiu que não houve falha técnica da equipe no acidente com o acrobata Wilson Gomes Barreto, de 28 anos. No domingo, Barreto participava da apresentação do número "Hamaca Russa" em que os profissionais saltam a uma altura de, aproximadamente, nove metros e caem em redes de proteção posicionadas nos dois lados do palco. Além da rede, colchões são colocados no chão para amortecer o impacto da queda.
De acordo com o Hospital Evangélico (HE), no final da tarde ontem, o acrobata, que sofreu traumatismo craniano e uma fratura no cotovelo, permanecia internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e entubado.
Segundo Massone, o acrobata teria tido uma falta de atenção ao executar o segundo lançamento. "Um erro de cálculo fez com que ele saísse do seu balanço
de uma forma totalmente perigosa para ele e para os companheiros que estavam juntos no ato. Ele fez o primeiro salto e fez perfeito", declarou.
A apresentação dos acrobatas dura 15 minutos e tem a participação de 14 profissionais. Conforme Massone, eles se revezam e saltam em uma angulação que pode variar entre 40° e 70°. No entanto, Barreto teria deixado o aparato em um movimento em linha reta voltado para cima. Ao atingir a altura máxima, caiu de forma brusca direto ao chão. "O que aconteceu foi uma fatalidade, um acidente e não imprudência. Este ato é realizado há 22 anos no Tihany. Nunca tivemos um acidente", reforçou o diretor executivo da companhia.
Logo após o acidente, a equipe de socorristas mantida pela própria companhia e médicos que estavam na plateia atenderam o acrobata. Conforme o produtor do espetáculo Edilton Lins, o rapaz estava consciente e reclamava de dores nos braços. Ele foi imobilizado e levado ao HE, por uma ambulância de uma empresa privada contratada pelo circo. Durante a tarde, o rapaz foi transferido para a UTI.
O profissional foi substituído por outro acrobata e as apresentações continuaram. De acordo com o diretor da companhia, nenhum cabo, tela ou rede se rompeu durante o espetáculo. O ato já foi reformulado para as próximas apresentações. "O circo está em Londrina e deve continuar. Isso não deve alterar a nossa atividade", comentou.
Wilson Gomes Barreto frequentava a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, e foi contratado há oito meses pela Tihany. É especialista em disciplinas de trapézio volante, cama elástica e saltos acrobáticos e participou de treinamento e ensaios de rotina. "Todas as regras e normas de segurança do trabalho nós seguimos. Temos um engenheiro responsável pelo projeto e todas as autorizações", garantiu o produtor do espetáculo.
Os peritos do Instituto de Criminalística não foram acionados após o acidente. O produtor do espetáculo justificou que "isso só acontece em casos de acidente fatal".

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