Cinzas de Plínio Marcos são lançadas ao mar em Santos
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quinta-feira, 02 de dezembro de 1999
Por Cida Oliveira 
Santos, SP, 02 (ae) - "Plínio é do mundo, assim como o mar"
disse hoje Vera Artaxo, esposa do dramaturgo Plínio Marcos, pouco antes de entrar em um barco, próximo ao Aquário Municipal, para lançar as cinzas do marido, na Ponta da Praia, em Santos (SP). Atores representando o cafetão e o travesti, personagens das peças escritas por Plínio, e um palhaço, lembrando a época em que trabalhou como tal, carregaram a urna. Amigos do artista acompanharam o cortejo, formado por mais de 20 carros, portando um nariz de palhaço.
A primeira parada foi no Jabaquara Atlético Clube, time do coração do dramaturgo, onde atletas do time infantil, uniformizados prestaram uma homenagem. De lá, as cinzas seguiram para o Porto, onde Plínio Marcos trabalhou como estivador, passando depois pelo Teatro Coliseu, onde foi preso na década de 70, após encenar uma peça e, por fim, foi para o Teatro Municipal onde mais de 200 pessoas entre atores da região e amigos prestaram mais uma homenagem.
Depois, no carro dos bombeiros, seguiu para o Gonzaga acompanhado também por um carro de som onde atores liam textos de Plínio Marcos alusivos aos locais por onde estavam passando até chegarem ao Aquário, onde a família entrou em um barco para lançar as cinzas ao mar.
Todo o percurso foi acompanhado pelo secretário de Cultura do município José Gondin, pela primeira esposa a atriz Walderez de Barros, da viúva Vera Artaxo, e dos filhos Ana, Ricardo e Léo. A Secretaria de Cultura do município organizou o cortejo e o velório, com a Federação Santista de Teatro Amador, presidida por Toninho Dantas.


