Cintra e Schincariol discutem decisão do Cade
São Paulo, 30 (AE) - A decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovando por 4 votos a favor e 1 contra, a fusão das cervejarias Brahma e Antarctica, que dá origem à Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) causou movimentação no mercado cervejeiro.
O presidente do Grupo português Cintra, José Souza Cintra, chegou ontem (29) à noite no Brasil e está reunido desde as primeiras horas da manhã com dirigentes da empresa no Brasil, em Mogi Mirim, interior do Estado de São Paulo.
Há dois anos no mercado a Cintra já conquistou 1,8% do segmento de cerveja. "A intenção é dobrar a participação no próximo ano", disse recentemente à Agência Estado Wilson Tomao, diretor comercial. O possível comprador, segundo o Cade, pode ter, no máximo, 5% do mercado de cervejas brasileiro. Está facultada a venda tanto para produtores nacionais como estrangeiros.
A produção atual é de 15 milhões de litros/mês. Nesta unidade foram desembolsados cerca de R$ 60 milhões nos últimos dois anos. Há dois anos o grupo decidiu injetar cerca de R$ 1 bilhão na construção de cinco fábricas para produção de cerveja já começa sair do papel, sem temer a poderosa Ambev. A primeira unidade, em Piraí, no Rio, começa a operar no segundo semestre de 2000, gerando 500 empregos diretos e mais 2.500 postos de trabalho indiretos.
Na primeira etapa serão produzidos 300 milhões de litros de cerveja, que deverão dobrar no ano seguinte. Nesta unidade também serão fabricados refrigerantes e água mineral. O projeto exigirá investimentos de R$ 250 milhões. Outras quatro unidades fabris serão instaladas em quatro pontos estratégicos do país, já definidos.
A fusão está condicionada a que a direção da nova empresa faça a venda da Bavaria, incluindo marca, produção e distribuição. Além disso, a AmBev terá que vender uma fábrica em cada uma das cinco regiões do País, sendo que será uma fábrica da Antarctica no Rio Grande do Sul e fábricas da Brahma nas demais regiões do País. Na região Sudeste, a AmBev terá que vender sua unidade de Ribeirão Preto, incluindo todos os equipamentos de produção de latas de cerveja. Tanto na venda da Bavaria como das fábricas.
Consultada pela Agência Estado, por telefone, a direção da Schincariol respondeu que não podia atender a imprensa, em função de "uma reunião que iniciou desde muito cedo para discutir a questão da AmBev".





