Curitiba- Até o fim deste mês, o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), localizado em Curitiba, deve passar a controlar parte dos vôos que hoje são de responsabilidade do Cindacta 1, de Brasília. A medida, que segundo o comando da Aeronáutica ainda está sob estudos, pretende aliviar a sobrecarga de trabalho dos controladores do Distrito Federal.
Ontem, informações divulgadas pela imprensa nacional davam conta de que, a partir do próximo dia 25, o Cindacta 2, atualmente responsável por orientar os aviões que cruzam o Sul do País, passaria a controlar vôos de mais dois setores hoje coordenados pelo Cindacta 1. O primeiro corresponderia ao trecho entre que vai do norte do Rio de Janeiro até a divisa com o Espírito Santo. O segundo atingiria boa parte do território fluminense, além de áreas de Minas Gerais e São Paulo. As discussões sobre a sobrecarga a que estão submetidos os controladores de Brasília veio à tona há um ano, depois do acidente entre um avião da Gol e um jato Legacy, que se chocaram sobre o Mato Grosso, causando a morte de 154 pessoas.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o comando da Aeronáutica afirmou que a transferência do controle de vôos para o Cindacta 2 ainda não está confirmada. De acordo com a assessoria, o que existe de concreto é que o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) está elaborando um estudo propondo as alterações para aliviar o trabalho do Cindacta 1.
Pelo estudo, o centro de controle de Curitiba ficaria responsável por dois setores dos 13 que atualmente são coordenados por Brasília. Mas a Aeronáutica não confirma quais seriam eles e nem se o Cindacta 2 receberia novos equipamentos ou pessoal para suportar o aumento de trabalho. Ainda de acordo com a assessoria, o estudo do Decea prevê que as medidas podem passar a ser adotadas até o fim deste mês, mas sem data definida.

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