Cinco PMs são acusados de espancar e obrigar garota a fazer sexo oral com eles no Rio
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domingo, 28 de março de 1999
Por Clarissa Thomé, especial para a AE 
Rio, 29 (AE) - Cinco policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar, no Rio, foram presos e serão expulsos da corporação acusados de espancar e de obrigar uma jovem de 19 anos a fazer sexo oral com todos eles. O caso que aconteceu sexta-feira, em Niterói, no Grande Rio, mas só hoje a imprensa teve acesso, revoltou o governador Anthony Garotinho. Ele determinou a expulsão e acredita quem em no máximo 15 dias os militares sejam julgados pela Justiça comum.
"Esse caso é inadmissível; eles mancharam e envergonharam a farda da PM", afirmou o governador. Os acusados - o sargento Luiz Carlos Pereira Couto, o soldado Ricardo Pereira da Silva e os cabos Elias de Miranda Mendes, Cláudio Rodrigues Gomes e Charles da Silva Fernandes - estão detidos no Batalhão de Choque da PM.
A jovem F. e o namorado R., disseram que foram abordados pelos policiais quando estavam em um táxi com placa do Rio, na Favela Brasília, em Niterói, Grande Rio. A polícia não exclareceu se era a moça ou o rapaz, apesar de menor, que dirigia o táxi. Os PMs teriam exigido do casal R$ 5 mil e armamentos. A fim de garantir que o dinheiro e as armas fossem entregues, o namorado R. foi liberado e a moça, mantida como refém. Como o rapaz não voltou, F. foi constrangida e mais tarde liberada sem o pagamento do resgate. R. procurou o Comando de Policiamento do Interior e denunciou o crime. Ela contou que apanhou dos policiais e foi obrigada a fazer sexo oral com os cinco PMs, dentro da patrulha do batalhão. Foi submetida a exame de corpo de delito, que contatou o espancamento. Os cinco acusados foram presos em flagrante e autuados por sequestro ou cárcere privado, atentado violento ao pudor e constrangimento ilegal. A pena pode chegar a 15 anos de detenção para cada um dos acusados.
Desde o início do ano, 1887 policiais foram detidos por vários delitos e 21 foram expulsos da corporação no Rio.


