Cinco pessoas presas em Campinas nega envolvimento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de março de 1999
Por Edson Luiz 
Goiânia, 23 (AE) - As cinco pessoas presas em Campinas - quatro mulheres e um homem- suspeitas de participação no sequestro do compositor Wellington Camargo, negam ligações com o caso. Todos foram envolvidos no caso por causa dos telefones celulares utilizados pela quadrilha para ligar para a família da dupla Zezé di Camargo e Luciano, irmãos do compositor. Os cinco são parentes ou tinham ligações com José Francisco e Moacir Oliveira, acusados de ser os líderes do bando.
De acordo com Ivanilde Alves Oliveira, irmã de José e Moacir, ela apenas foi ligada ao caso depois que seus irmãos compraram um carro, provavelmente um dos utilizados no sequestro
usando seu endereço. "Meus irmãos são bandidos, mas eu não tenho nada a ver com isso", afirmou a mulher, que já teve duas passagens pela polícia, e viu três de seus irmãos serem mortos em confronto com a polícia.
"Entrei de otário na história", diz Ronaldo Calgaro que, com sua sua mulher Marlene Paixão Calgaro acusam Maria Lúcia Paixão, mulher de José Francisco, cunhada de Ronaldo e irmã de Marlene, de ter feito a transação de dois telefones celulares, usando seus endereços, além de cheques pré-datados. "Nunca participei de nada, foi minha cunhada que me enganou", afirma Calgaro, ressaltando que os irmãos José e Moacir sempre falavam que moravam em Rondônia, não em Goiás.
As outras mulheres, Maria Helena Vieira e sua filha Fernanda, foram responsáveis pela compra dos aparelhos, já que forneceram seus documentos para Maria Lúcia Paixão comprar os celulares A crédito. Elas não quiseram falar, mas a polícia admite que a participação da duas é muito pequena.


