Cinco fatores de risco elevam a mortalidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
France Presse 
Genebra- Pressão alta, tabagismo, alto índice de glicose no sangue, sedentarismo e excesso de peso são os fatores de risco que mais contribuem para elevar o índice de mortalidade, ao ampliarem o risco de doenças crônicas como cardiopatias, diabetes e câncer, concluiu a Organização Mundial da Saúde.
A entidade, que ontem lançou em Genebra o relatório ''Riscos à Saúde Global'', alerta ainda que essas são as condições que, diferentemente de outras também mortíferas, se disseminaram tanto por países ricos quanto pelos pobres.
O estudo analisou fatores de risco e seu impacto a partir de dados compilados entre 2002 e 2004 em todos os países.
O resultado é uma lista de 24 condições -ligadas a hábitos comportamentais, questões ambientais e temas de saúde pública- que provocam morte prematura e o mapeamento de sua incidência e de seu impacto de acordo com a renda média em cada país.
Cinco fatores banais poderiam aumentar a expectativa média de vida no mundo em cinco anos caso fossem coibidos: desnutrição; prática de sexo sem preservativo; abuso de álcool; precariedade de higiene e saneamento; e outra vez, pressão alta (a ela a OMS atribui 13% das mortes anuais).
Segundo o relatório, só esses cinco riscos são responsáveis por 1 em cada 4 das quase 60 milhões de mortes anuais estimadas. Ao todo, os 24 fatores citados respondem por mais de 1/3 das mortes no mundo.
Em relação à combinação de riscos -por exemplo, sedentarismo, sobrepeso e pressão alta-, a OMS conclui que muitas mortes poderiam ser evitadas pela supressão ou redução de qualquer uma das condições.
''Mais de um terço das mortes de crianças no mundo podem ser atribuídas a poucos fatores ligados à nutrição'', afirma no relatório Colin Mathers, coordenador de Mortandade e Impacto de Doenças na OMS.
O relatório não centra fogo apenas em questões comportamentais, como o fumo (responsável, segundo a OMS, por 71% das mortes por câncer de pulmão), mas também trata de questões de saúde pública. Também mostra uma ligação próxima entre mortes decorrentes de riscos e pobreza.


