San Juan, 08 (AE-AP) - Um júri federal absolveu nesta quarta-feira (08) cinco exilados cubanos de acusações segundo as quais eles teriam conspirado para matar o presidente de Cuba, Fidel Castro. Foi a primeira vez que tais acusações foram levadas a julgamento nos Estados Unidos.
O júri de oito mulheres e quatro homens divulgou seu veredicto no segundo dia de deliberações, em um duro golpe contra promotores norte-americanos que acusavam os réus de conspirarem para matar Castro durante reunião de cúpula realizada na Venezuela em 1997. A decisão deixou satisfeitos manifestantes em prol dos réus em uma corte norte-americana lotada em San Juan.
Advogados de defesa argumentaram durante o julgamento de três semanas que os homens queriam ajudar membros da equipe de Castro a desertar durante a cúpula. Repetidamente, eles enfatizaram como os homens sofreram como dissidentes do governo comunista de Cuba.
Os homens que ficaram livres das acusações de conspiração nesta quarta-feira foram José Antonio Llamas, um diretor da influente Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), com sede em Miami; Angel Manuel Alfonso; Angel Hernandez Rojo; Francisco Secundino Cordova e José Rodriguez Sosa. Se condenados, os homens poderiam ser sentenciados à prisão perpétua.
Apesar de haver diversas informações de atentados contra a vida de Fidel Castro, incluindo alguns patrocinados pelo próprio governo dos Estados Unidos, este foi o primeiro julgamento de um suposto complô contra ele em território norte-americano.
Três dos acusados estavam em um iate parado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em Porto Rico no dia 27 de outubro de 1997. Promotores disseram que outros três homens ajudaram a organizar o golpe em Miami. Mas o juiz distrital Hector Laffitte descartou as acusações contra um deles. Um quarto homem presente na embarcação será julgado mais tarde por sofrer de câncer.
Quando a Guarda Costeira fez buscas pelo iate, chamado La Esperanza, encontrou dois fuzis de calibre .50, munição, rádios e equipamentos de navegação por satélite, entre outros.
Os homens alegaram levar as armas para se defenderem.
Um deles, Angel Alfonso, teria confessado o plano para matar Castro. Mas advogados de defesa disseram que ele inventou a história por ter ficado frustrado e acreditado que os oficiais da Guarda Costeira os viam como criminosos comuns.

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