Rio, 12 (AE) - Só cinco candidatos, entre os 3 mil funcionários do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio, apareceram, hoje, para fazer a prova para quatro vagas de cargos de confiança no gabinete do juiz Luiz Carlos Bonfim. Uma sexta pessoa, que havia se inscrito, faltou. "As pessoas ficaram com medo de sofrer algum tipo de retaliação, por isso desistiram de fazer a prova", avaliou Bonfim, que, por causa da iniciativa, inédita no Poder Judiciário fluminense, bateu de frente com o presidente do tribunal, Iraldo Benigno Cavalcante.
O presidente do TRT, que emprega a mulher, a filha e o genro, fez uma advertência pelo Diário Oficial a Bonfim pela atitude, mas, mesmo assim, o juiz não desistiu de realizar a prova."Trabalho há 20 anos no TRT e nunca consegui completar meu gabinete com gente capacitada e técnica, por isso decidi fazer o concurso", explicou Bonfim, que pagou R$ 150 pelo aluguel de uma sala para 100 pessoas no Centro do Rio somente para fazer o concurso.
Pelo edital, os candidatos - dois oficiais de justiça e três técnicos judiciários - devem ser formados em Direito e funcionários concursados do TRT. Se forem aprovados, eles vão receber, além dos salários que já ganham - em média, R$ 2,5 mil mensais - gratificações de R$ 1,2 mil ou de R$ 2,4 mil, relativos às duas vagas de função comissionada nível dois (FC-2) e duas de nível cinco cinco (FC-5). Bonfim disse que já está pensando em fazer um novo concurso, caso não consiga preencher os quatro cargos.

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