Os casos de abandono de recém-nascidos estão aumentando. Em uma única semana foram cinco bebês deixados nas ruas. Dois acabaram morrendo. A unidade Sampaio Viana da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) recebe 40 bebês por mês. A cada 20 dias, há um caso de abandono radical, que põe em risco a vida da criança. São bebês deixados no lixo, em banheiros públicos e até em caixas de luz.
O promotor da Infância e da Juventude da capital, Maurício Ribeiro, responsabiliza Estado e Município por mulheres abandonarem seus filhos. Ontem foi aberto inquérito contra várias secretarias, que não estariam dando a assistência necessárias às mães.
Segundo Wilson Barbalho, diretor da Febem ‘‘até 1995 as mães deixavam o filho aqui por um tempo e desapareciam’’, conta. Depois de um ano, geralmente quando a criança já começava a estar sendo colocada para a adoção, elas voltavam.
Hoje, dos 250 bebês que estão na Febem, 90% têm família. A instituição deve receber hoje os recém-nascidos ‘‘Lúcio Alexandre’’, salvo na quinta-feira por um coletor de lixo, e ‘‘Suelen’’, encontrada por um pedreiro no fim de semana. O caso de ‘‘Lúcio’’ lembra o de Big Mac, que em maio do ano passado foi resgatado do lixo do McDonald’s. O menino já foi adotado.

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