Cinco anos sem Diana, a 'Princesa do Povo'
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Catherine Fay de Lestrac<br> France Presse 
Londres - A personalidade da princesa Diana e a emoção que causou sua morte trágica obrigaram a monarquia britânica a adotar um comportamento mais moderno, mais humano e mais próximo de seus súditos.
Há cinco anos, depois da morte por acidente em Paris, em 31 de agosto de 1997, a família real viveu sua maior crise desde a guerra. De um lado, um povo desconsolado pela perda de sua princesa. Do outro, uma rainha silenciosa, encerrada com sua família no castelo da Escócia, em férias, e que deu a impressão de não compreender em absoluto o pesar de seus súditos.
Reagindo tardiamente à onda de indignação que sua frieza e insensibilidade provocaram, Elizabeth II teve de voltar a Londres e manifestar, pela TV, sua pena pela morte de uma nora pela qual parecia não sentir o menor carinho.
Muitos chegaram a achar, na ocasião, que os Windsor não tinham o menor futuro. Setenta e dois por cento dos britânicos consideraram que a rainha havia ''perdido o contato'' com seu povo.
Cinco anos depois, a família real tirou as lições necessárias desse episódio e se inspirou no exemplo de Diana para mostrar-se mais moderna, mais e mais acessível. Principalmente o príncipe Charles sempre criticado por sua rigidez que há meses, seguindo conselhos de um especialista em comunicação, faz esforços evidentes para tentar reconquistar a simpatia do público.
Mesmo assim, Charles não suscita o entusiasmo causado por sua ex-mulher, que encarnava uma realeza moderna, atraente e capaz de compaixão pelos desafortunados do mundo.
''A família real aprendeu com Diana a alegria de demonstrar e compartilhar suas emoções. Hoje manifesta seus sentimentos pelas pessoas, não apenas pelos cavalos e pelos iates'', resume o especialista Robert Lacey.


