Cinco ambulâncias do Samu estão quebradas
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Londrina está operando com apenas sete veículos. Cinco ambulâncias estão quebradas, o que sobrecarrega o atendimento. No sábado, Sueli Aparecida Polo, de 45 anos, morreu após uma parada cardíaca na Unidade Básica de Saúde do Jardim Leonor, zona oeste. A família alega que a falta de uma ambulância para levá-la a um hospital foi decisiva para a morte da paciente.
Segundo o diretor de Emergência e Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Marcus Felipe Guanaes, o Samu conta hoje com três ambulâncias básicas, uma avançada, dois veículos para transporte de passageiros sem gravidade e um para intervenção básica. Outras cinco ambulâncias básicas estão "baixadas". Uma, com problema na embreagem, deve ser liberada até sexta-feira. As demais, duas com os motores avariados e duas batidas, não têm previsão de conserto e aguardam a abertura de licitações.
"Hoje não é o número ideal para atender a população de Londrina. Se todas estivessem em funcionamento não teríamos problemas. E com esses veículos quebrados ficamos sem ambulâncias reservas também. Apesar disso, conseguimos suprir toda a demanda", garantiu Guanaes.
A Secretaria de Saúde aguarda, em até 30 dias, a regularização da documentação para receber uma nova ambulância avançada do governo do Estado. "Já fizemos também o pedido para substituir uma ambulância de intervenção rápida por uma picape 4x4, onde podemos colocar inclusive uma maca. Aguardamos a aprovação do projeto para encaminharmos ao Ministério da Saúde", informou.
Em relação ao atendimento da mulher, Marcus Felipe Guanaes afirmou que no momento da chamada todos os veículos estavam em atendimentos. Porém, o diretor ressaltou que o caso da paciente era gravíssimo e não faltou atendimento. "Ela sofreu um enfarto agudo fulminante dentro da unidade de saúde. Todos os equipamentos que existem em uma ambulância avançada tem no Leonor. A mulher foi assistida por três médicos, mas infelizmente o caso dela era grave", apontou Guanaes.
Representantes do Conselho Municipal de Saúde do Jardim Leonor se reuniram ontem com o prefeito Alexandre Kireeff e com o secretário de Saúde Francisco Eugênio de Souza para cobrar melhorias na estrutura da UBS.
Segundo a coordenadora do Conselho, Juvira Cordeiro, a unidade tem um deficit de 21 servidores. "Reivindicamos equipamentos mais novos na sala de emergência e uma ambulância 24 horas para o atendimento de urgência", relatou.


